domingo, 15 de janeiro de 2012
Análise de conteúdo de entrevista-Matriz
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
A Entrevista - Pontos de Reflexão
A Entrevista é uma conversação entre duas ou mais pessoas (o entrevistador e o entrevistado) em que perguntas são feitas pelo entrevistador para obter informação do entrevistado. in Wikipédia
Para Bingham e Moore; (1924) a entrevista é uma conversa com um propósito intencional. Ghiglione e Matalon; (1997) referem que a entrevista é um encontro interpessoal que se desenrola num contexto e numa situação social determinados, implicando a presença de um profissional e de um leigo. Por fim, Ketele; (1999) defende que a entrevista é um método de recolha de informações que consiste em conversas orais, individuais ou de grupos, com várias pessoas seleccionadas cuidadosamente, cujo grau de pertinência, validade e fiabilidade é analisado na perspectiva dos objectivos da recolha de informações.”
O processo de preparação de uma entrevista deve requerer algum tempo disponível de forma a adequar um determinado tipo de entrevista a um determinado estudo.
O investigador deve proceder à caracterização das entrevistas quanto ao número de sujeitos inquiridos. Dependendo do número de sujeitos inquiridos procede-se à aplicação de um determinado tipo de entrevista.
O investigador pode realizar ma entrevista individual em que existe um único participante. A entrevista individual tem como objectivo recolher informação sobre o entrevistado, podendo não seguir uma estrutura rígida No caso de pretender realizar uma entrevista com várias pessoas, mostrando perspectivas diferenciadas economizando tempo, pode aplicar uma entrevista em grupo. A entrevista em grupo tem como objectivo recolher informação de vários participantes e características comuns
No caso proceder a uma entrevista social, o investigador pode obter uma entrevista mais informal e descontraída em que uma pessoa ou um grupo avalia e forma uma opinião acerca de um ou mais indivíduos.
O estudo pode ainda seguir o conceito de uma entrevista por painel em que uma pessoa é questionada por vários entrevistadores.
Segundo Paulo Castro Seixas as entrevistas podem diferenciar-se relativamente aos temas em análise.
n ENTREVISTA NÃO DIRECTIVA: À partida, não tem guião, implica o respeito absoluto pela própria visão do entrevistado. Não é objecto de manipulação, o entrevistado é capaz de expor os seus próprios problemas, e a ele cabe encontra-lhes solução. Não há muito diálogo, porque o entrevistador ouve muito mais do que o que fala. As intervenções do entrevistador limitam-se a meras interjeições, para ajudar o entrevistado a continuar a falar. São mais recomendadas para estudos exploratórios, são mais vocacionados para assuntos de caris psicológico. Perde em termos de extensividade, porque na prática não pode ser aplicado a muita gente. Ex. História de vida. (ent de aprofundamento e ent. de exploração).
n ENTREVISTA SEMI-DIRECTIVA: Já tem guião, com um conjunto de tópicos ou perguntas a abordar na entrevista. Também dá liberdade ao entrevistado, embora não se deixe fugir muito do tema. O guião pode ser memorizado ou não memorizado. Tem a vantagem de falar dos assuntos que se quer falar com maior liberdade e rigidez para o entrevistado. Apanham-se dados quantitativos.(ent. de aprofundamento e ent. de verificação).
n ENTREVISTA DIRECTIVA: consiste na abordagem de temas às questões previamente determinadas e que são consideradas importantes para os objectivos do trabalho. Visa determinados objectivos de trabalho e procura o apuramento de determinados factos. As perguntas são mais estruturadas e são ordenadas. É mais rápida, e daí é mais extensiva, pode-se perguntar a mais gente.(ent. de verificação).
Quanto à estruturação distinguem-se os seguintes tipos de entrevistas:
Etapas na elaboração do guião de entrevista:
(Fonte:http://nap-investigacao.wikispaces.com/file/detail/MI_RE_6A.ppt)
1. Descrição do perfil do entrevistado (nível etário, escolaridade, nível socio-cultural, personalidade,...);
2. Selecção da população e da amostra de indivíduos a entrevistar;
3. Definição do propósito da entrevista (tema, objectivos e dimensões);
4. Estabelecimento do meio de comunicação (oral, escrito, telefone, e-mail, …), do espaço (gabinete, jardim, …) e do momento (manhã, duração, …);
5. Discriminação das características para o guião:
5.1. Elaborar perguntas dos itens, de acordo com o definido nos pontos anteriores;
5.2. Formular perguntas abertas (O que pensa de...?) e fechadas (Gosta de...?);
5.3. Evitar influenciar as respostas;
5.4. Adequar as perguntas ao entrevistado, seleccionando um vocabulário claro, acessível e rigoroso (sintaxe e semântica).
6. Produção do guião com boa apresentação gráfica;
6.1. Redigir o cabeçalho com identificação (instituição, proponentes, título, data)
6.2. Incluir uma apresentação sucinta da entrevista, incluindo os objectivos;
6.3. Alinhar as perguntas na vertical e com espaçamento ajustado;
6.4. Utilizar tipo de letra legível, parágrafo justificado, e, eventualmente, imagens à direita do texto;
7. Validação da entrevista pela análise e crítica de especialistas no tema.
Links Consultados:
Links consultados
sábado, 19 de novembro de 2011
Análise de "O papel da Internet no processo de construção de conhecimento" de Cidália Neto (2006)
Após a análise da dissertação de Mestrado de Cidália Neto (2006) intitulada O papel da Internet no processo de construção de conhecimento reflecti sobre a sua metodologia de recolha de dados. Sendo um processo de investigação científica, na décima terceira página, a autora apresenta os objectivos do estudo e a sua pertinência para a sociedade actual:
· Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
· Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa.
· Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
· Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet.
Cidália Neto (2006) refere que o seu estudo visou dois tipos de sujeitos, professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico e em que pode
· Verificar a facilidade de acesso (ou não) à Internet.
· Apurar as razões de uma fraca navegação na Internet (se for o caso).
· Verificar a frequência de acesso à rede.
· Identificar os interesses que motivam o acesso à rede.
· Caracterizar a relação dos dois grupos com a Internet, em termos técnicos.
· Identificar as representações que os actores educativos têm acerca dos conteúdos presentes na Rede e sua organização.
· Verificar o grau de importância atribuída à Internet.
· Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circulam na Internet.
· Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvo”. (Cidália Neto:2006:p.74)
A autora avançou mais ainda nos objectivos colocados aos professores pretendo: “Caracterizar a relação dos alunos com a Internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos e Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na Internet”. (Cidália Neto:2006:p.75)
No que concerne aos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário a autora apenas refere que irão ser utilizados dois questionários, um para aplicar aos professores e outro para aplicar aos alunos mas não é explicitado nenhum tipo de forma de enunciação administração, apresentação do questionário. Contudo caracteriza claramente a amostra referindo que a sua investigação terá lugar em três escolas do Distrito do Porto (Escola Secundária de Lousada; Escola Básica 2,3 da Agrela e Escola Secundária de Felgueiras) e duas Escolas dos distrito de Bragança (Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães e Escola Básica 2,3 de Vila Flor. Na caracterização da amostra é mencionada a aplicação de 110 questionários nos docentes e 350 questionários alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico “A faixa etária dos alunos inquiridos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando todos o oitavo e o nono anos de escolaridade”. (Cidália Neto:2006:p.66)
Cidália Neto (2006) não clarifica o método usado na definição da amostra. Segundo Alda Pereira, Investigação e métodos quantitativos, permito-me afirmar que a autora segue uma amostragem não probabilística, uma vez que a selecção dos sujeitos não é realizada de forma aleatória. Para definição da amostra parece ter pesado a vontade dos professores em colaborar nos inquéritos com os alunos e colegas e a existência de computadores com acesso à internet para uso dos alunos. A amostra representa-se a si própria propiciando uma baixa representatividade da amostra da população. Parece claro que a autora usa uma amostra por conveniência colocando até em causa o seu estudo. Será que este estudo se poderá aplicar a uma amostra no Norte, Centro e Sul do país obtendo os mesmos resultados? Poerá haver uma generalização dos resultados?
No seguimento do seu processo de investigação a autora sujeita o seu questionário a uma validação prévia referindo: “A fim de validar o questionário, foi elaborada uma primeira versão e submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12”. (Cidália Neto:2006:p.66)
No capítulo da explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário Cidália Neto refere: Os dados foram tratados e analisados tendo em vista os objectivos de investigação previamente definidos. Para análise estatística recorreu-se ao programa de computador Excel, sendo os resultados apresentados, sempre que útil, na sua perspectiva percentual. ”. (Cidália Neto:2006:p.67)
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Fluxogramas e métodos de investigação
domingo, 23 de outubro de 2011
Análise "E-Portefólio: Um estudo de caso" de Ana Paula Alves
A autora parece basear a sua metodologia de investigação nos seguintes pontos:
- Problema
- Questão/Hipótese
- Objetivos da Investigação
- Revisão da Literatura
- Definição e Fundamentação da Metodologia
- Recolha de Dados
- Análise de Dados
- Conclusões
Ana Paula Alves, enquanto docente, debateu-se com o problema de fraca adesão dos seus alunos à elaboração de portefólios em formato de papel. Na sua tese de investigação, depois de abordado o problema levanta uma Questão/Hipótese:
“Será viável e adequada a implementação de um programa de portefólios de Matemática suportado pela tecnologia Moodle, a turmas de alunos do ensino básico?” (p.110)
Para prosseguir o seu estudo estabelece de forma clara e concisa os objectivos da sua investigação:
“1. Como é que se pode organizar e implementar um programa de e-portefólios no contexto da disciplina de Matemática?
2. Como se desenvolverá a participação e o envolvimento dos alunos na construção do respectivo e-portefólio?
3. Que vantagens/desvantagens poderão estar associadas à selecção do ambiente Moodle na aplicação do programa de e-portefólios no contexto da disciplina?” (p.110)
Ana Paula Alves cita fontes relevantes para o tema em análise procedendo à revisão de literatura.
A investigadora descreve o seu projecto de investigação referindo que a metodologia que mais se aplica à sua investigação é o estudo de caso, uma vez que procura responder a questões “como” e “porquê”. A tese parece seguir um paradigma interpretativo, uma vez que Ana Paula Alves se encontra no ambiente onde decorre a investigação procurando explicar a reacção do objecto de estudo (alunos de uma turma) à nova metodologia e interacção em sala de aula. Partindo do pressuposto referido, poder-se-ia concluir que a investigadora elaborou um estudo qualitativo. Contudo, Ana Paula Alves, não hesita em recorrer a outro tipo de procedimentos metodológicos tal como a aplicação de questionários.
Os métodos de recolha de dados da investigação reportam à observação participante; aos documentos produzidos pelos alunos; aos registos automáticos dados pela plataforma Moodle; e ao questionário de opinião proporcionado aos alunos.
Passada esta fase, Ana Paula Alves procede à análise dos dados cruzando informação proveniente de diferentes fontes e diferentes instrumentos (observação participante, documentos produzidos pelos alunos, registos automáticos da plataforma Moodle, e questionários de opinião preenchidos pelos alunos) daí retirando conclusões.
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Tema 1 - O que é a investigação científica?
A investigação científica pode definir-se como a procura de conhecimentos ou soluções para problemas de carácter científico.
A investigação científica é um processo sistemático. A partir da formulação de uma hipótese recolhem-se os dados procedendo-se à sua análise e interpretação. Após estas etapas certificam-se ou modificam-se conhecimentos já existentes iniciando-se um novo ciclo de investigação.
A característica fundamental da investigação é a formulação de princípios gerais. O investigador parte de resultados anteriores e planeia uma metodologia, recolhe regista e analisa os dados obtidos.
Em síntese, uma investigação deve ser:
- Original
- Objectiva
- Planeada
- Calendarizada
- Mesurada
- Conclusiva
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Tema 1 - Modalidades de pesquisa em educação
" A pesquisa é uma forma de descobrir o mundo"
" A pesquisa é ensinar e aprender"
Quano um investigaor pretende estudar um tema deve realizar a sua pesquisa bibliográfica. Esta pode cingir-se a:
- Revisão bibliográfica
- Modalidade de pesquise per si. Ex: Quando se estuda um autor ou um arquivo....
Existem dois tipos de pesquisa:
- Pesquisa documental: a fonte dos dados é um documento histórico, institucional...
- Pesquisa bibliográfica: O investigador deve proceder ao levantamento das principais referências relativas ao tema em estudo.
Mas que métodos de pesquisa aplicar na investigação em educação?
- Qualitativa - inclui modalidades que permitem que o investigador vá delineando o seu percurso. Este tipo de pesquisa exige que o investigador "trabalhe" num universo reduzido, muitas vezes com aproximação ao sujeito .
- Quantitativa - exige um percurso bem planeado. Esta pesquisa é realizada num universo mais vasto.
- Pesquisa-acção - o investigador desenvolve um projecto utilizando uma intervenção: " Aqui os participantes deixam de ser objecto de estudo para serem pesquisadores, produtores de conhecimentos sobre a própria realidade. O sujeito que vive a realidade socioambiental em estudo é, portanto, um sujeito-parceiro das investigações".
- Pesquisa de campo - é constituída pela observação, em que o investugador está no local e regista todas as ocorrências, interagindo com as pessoas e entrevistas
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